Oh,Boy

a gente bateu um papo sobre o carnaval e o papel da mulher nele com a bianca, produtora do bloco estratégia, e viramos super fãs. Dá uma olhada:

1- na sua opinião, qual é o papel da mulher nos blocos hoje?

é simples. Ser o que ela quiser!

2- nós observamos uma mudança significativa no carnaval. as marchinhas estão menos machistas, as mulheres usam o que querem e têm mais liberdade para mostrarem os corpos, etc. sendo protagonista do carnaval, qual é a sua visão sobre isso de dentro do bloco? e o que acha que deve ser feito pra que essa questão continue melhorando?

é verdade, não em todos os lugares, mas esse movimento tem acontecido. acho fundamental pra que a gente possa realmente curtir o carnaval como quisermos, sem nos preocuparmos com uma possível reação violenta à nossa simples existência. por que sabemos que não importa o tamanho da roupa. mas é um processo longo, ainda mais se tratando de coletivos grandes, basta um pra estragar a festa. acho que nós mulheres devemos continuar lutando por essa liberdade, cada uma da sua forma.

3- qual é a sua trajetória no carnaval? a festa sempre te encantou? como você começou a tocar e o que/em qual(is) bloco(s) toca atualmente?

quando criança minha mãe conta que eu não parava de dançar quando estava passando os desfiles das escolas de samba na tv. mas cresci em niterói e nunca gostei do clima do carnaval de lá. com 19 anos me arrastaram pela primeira vez pro carnaval do rio, uma semana indo e vindo. no ano seguinte eu já estava tocando no bangalafumenga e nunca mais parei. nesses 6 anos já toquei em muitos, mas atualmente toco no banga, no fogo e paixão e no estratégia. além de tocar também sou produtora do bloco estratégia.

4- você tem alguma história engraçada ou algum perrengue que passou em bloco que te marcou muito?

os batuqueiros do banga e do fogo e paixão durante alguns anos fizeram fantasia coletiva no desfile da orquestra voadora. mas era coletiva mesmo, mais de 100 pessoas! em um dos anos fomos de 101 dálmatas e a diversão era ver as pessoas tentando contar e duvidando que éramos mais de 100. cada dálmata ainda tinha coleira de identificação com seu apelido!

5- como que é a logística pra carregar instrumentos pesados sem perder a alegria?

não é fácil! todos os que toco atualmente são parados, o que facilita essa logística. mas de qualquer forma, a catarse que é tocar faz valer qualquer esforço! mas também tem instrumentos mais leves pra quem não agüenta. eu mesma esse ano saí do surdo no estratégia pro ganzá. 😉

O carnaval está aqui e estamos preparadas pra curtir muito! =)

compartilhe