Referências da moda dos anos 60 para usar hoje!

A década de 60 trouxe uma grande revolução cultural nos dois lados do Atlântico, imortalizando estilos originais e inspiradores, que até hoje fazem a cabeça do mundo fashion, da música e do cinema. 

A moda anos 60, em especial, conseguiu sintetizar todos os diversos movimentos que se desenvolviam na época, coroando o rock’n’roll, a psicodelia, o revival da art nouveau e a segunda onda da revolução feminina – um prato cheio para algumas das melhores referências fashionistas até os dias de hoje!

Os anos 60 numa casca de noz

O caldeirão cultural dos anos 60 são a figura de uma série de eventos que aconteciam no mundo depois da Segunda Guerra Mundial: a reconstrução da Europa Ocidental e do Japão ganhava um tom mais rebelde do American way of life, o rock britânico dominava as paradas, os Beatles e os Rolling Stones, com suas guitarras elétricas, cabelos compridos e um estilo new age de espiritualidade oriental traziam símbolos curiosos, adereços naturais, batas coloridas e camisetas tie-dye

Modelo olhando para cima vestindo blusa decote costas

Enquanto nos cinemas as femme fatales voltaram a ser protagonistas nos filmes de Fellini e Antonioni, com um tom blasé, rebeldia, humor ácido e looks de tirar o fôlego. Era uma das décadas mais importantes para a centralidade da imagem feminina, com uma moda feita de mulheres para mulheres.

Trench coats

Os casacos longos sempre foram uma base do vestuário em ambientes chuvosos e frios, como Londres, mas seus designs eram monótonos e, na maioria das vezes, masculinos.

Mais curtinhos que o sobretudo, e ganhando cores mais vivas que os tons terrosos tradicionais, abrindo caminho para looks completos com cores vivas e chapéus pillbox, fake furs e bolsas em tecidos compostos, ou com materiais pouco ortodoxos até na época em roupas femininas, como o vinil, que começava a ser combinado com botas de cano alto, em looks que deram o que falar por Brigitte Bardot.

Referências orientais

Com a psicodelia veio toda uma onda new age de interesse pela cultura oriental, trazendo uma série de padrões geométricos e coloridos para as roupas, kimonos entraram de vez no rol de peças descoladas, junto com uma onda de sapatos deck coloridos e com aparência mais rudimentar.

Acessórios como o tradicional nó obi também começaram a aparecer nos cintos e nos cabelos, dando ideia para outros tipos de amarrações de cabelo, como nó de renda com estampa poá, tradicionais da moda praia e das pin-ups.

Moda pin-up

Outra tendência que nunca se perder por estar sempre sendo atualizada é a das pin-ups, e nos anos 60 algumas peças eternizaram de vez a forma como retratamos até hoje o estilo, começando pelas hot pants, que causaram escândalo e muita empolgação, indo muito além da praia.

Os padrões de estamparia também viraram uma tradição, especialmente os padrões de linhas, seja nas blusinhas, nos suéteres, nas peças de tweed e nas camisetas.

Mas nada diz pin-up mais do que as camisas e lenços de cabelo em estampa poá.

Mini-saias e calças

Hoje parece até difícil imaginar, mas nos anos 50, mulheres vestirem calças ainda era um tabu, imagine mini-saias, então! E as calças já chegaram com muito estilo, com cortes mais geométricos e folgados, em jeans de lona, em versões mais descontraídas que as flares atuais, que pagam tributo a essa revolução no vestir.

Modelo com a mão na cabeça olhando para frente vestindo calça jeans flare frente menor

Mas nenhuma peça foi mais revolucionário que as minissaias, literalmente; o desenho de Mary Quant melindrou grandes jornais e até lojistas que queimaram muitos dos materiais institucionais da época. 

Mas diversas figuras amadas da época abraçaram o design de Quant, como Twiggy, fazendo muitas partes da opinião pública engolirem as palavras maldosas e discutirem as inúmeras peças originais que surgiram, como os vestidos tubinho e quadrados.

Em pouco tempo a mini-saia se tornou um ícone da época, símbolo tanto de liberdade quanto conforto.

Muita cor!

Mesmo antes da explosão do Flower Power, os tons daquela paleta technicolor, de cores vivas e neon já faziam sucesso nas mãos de muitas fashionistas, e na onda de dar uma vida nova e vibrante para as antigas obras de art noveau e seus padrões ornamentais, além dos grandes ícones da pop-art, que alcançava sua fase de maior maturidade.

Modelo mulher de costas com roupa colorida anos 60

Tudo isso criou um blend muito apaixonado de cores e designs despojados. Depois, com a chegada da psicodelia, que na Europa teve motivos mais decór obscuros, medievalistas e orientais, como era possível ver nos conjuntos de rock progressivo que surgiam, nos EUA já era de formas bem despojadas, com tie-dyes, roupas largas e temas mais futuristas.

Toda peça ganhou cores vivas; dos conjuntos sociais aos vestidos mini, toda a cor das blusas de visco e estampas incríveis pagam tributos à originalidade dos anos 60!

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